
Um incêndio de grandes proporções atingiu, na noite de quarta-feira (7), um prédio da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no Recife, horas após a divulgação de ameaças extremistas apoiadores de Flávio Bolsonaro contra estudantes e setores da instituição. O episódio provocou graves danos a laboratórios e pesquisas científicas, levantando suspeitas que deverão ser esclarecidas pelas autoridades. Não houve vítimas.
As ameaças, divulgadas por meio de capturas de mensagens nas redes sociais, mencionavam explosões e ataques contra integrantes da comunidade acadêmica, com referências à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. O deputado eleito Jones Manoel (PSOL) cobrou investigação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. Até o momento, não há comprovação de que os autores das ameaças tenham provocado o incêndio, nem identificação confirmada dos responsáveis pelas mensagens.
O fogo atingiu a Diretoria de Inovação e Empreendedorismo, onde funcionavam laboratórios de farmacologia, informática e genética. Segundo o reitor Alfredo Gomes, o prédio abrigava aproximadamente R$ 100 milhões em equipamentos, além de amostras, documentos e resultados de pesquisas desenvolvidas ao longo de até duas décadas. A extensão exata dos prejuízos ainda está sendo levantada.
A UFPE informou que as causas do incêndio ainda são desconhecidas e serão investigadas. O Ministério da Educação colocou-se à disposição da universidade, enquanto a Advocacia-Geral da União determinou o acompanhamento das apurações por procuradores federais.
O caso exige esclarecimento rigoroso tanto sobre a origem das chamas quanto sobre as ameaças de violência política. A gravidade das mensagens justifica a investigação de possível extremismo, mas a hipótese de um atentado ainda depende de provas.
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