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‘Sol artificial’ sul-coreano gera 7 vezes mais energia que núcleo solar

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Fonte: Por Rafael Coraccini, da CNN

Um ‘sol artificial’ desenvolvido na Coreia do Sul é o que parece estar mais próximo de equalizar a demanda por energia no planeta. No dia 24 de novembro, o chamado sol sul-coreano conseguiu atingir 100 milhões de graus Celsius durante 20 segundos.

A energia é quase sete vez maior que a liberada pelo núcleo solar, que chega a 15 milhões de graus Celsius. O desafio é manter esse potencial energético por um período mais longo para abastecer as redes de energia.

O KStar é um reator do estilo tokamak e não é o único em operação no mundo. Segundo o periódico especializado “Science Alert”, a China recentemente ligou seu tokamak fundindo núcleos atômicos para criar enormes quantidades de energia. Esse tipo de reator opera de maneira diferente em relação ao de fissão nuclear, que divide os núcleos atômicos em vez de fundi-los.

A chamada KStar é fruto de um estudo desenvolvido em conjunto pelo Centro de Pesquisa do Instituto Nacional de Energia de Fusão em parceria com a Universidade Nacional e a Columbia University, dos Estados Unidos.

Sol artificial
Sol artificial: reator sul-coreano supera energia gerada pelo núcleo solar
Foto: Divulgação/National Fusion Research Institute (NFRI)

Como funciona?

A fusão nuclear, realizada pela KStar, é acionada com a combinação de dois núcleos atômicos em um núcleo maior, que libera uma enorme quantidade de energia. Outro desafio, além do tempo de funcionamento do sol artificial, é liberar mais energia do que ele consome para funcionar. Esse ponto ainda não foi alcançado.

O reator nuclear utiliza isótopos de hidrogênio para criar um plasma em que íons e elétrons são separados, prontos para aquecimento. O experimento recria as reações de fusão que acontecem no sol.

O tempo de duração da reação, 20 segundos, parece pouco, mas foi comemorado pelos cientistas. O avanço se deve graças a uma atualização dos modos de Barreira de Transporte Interno (ITB, na sigla em inglês), que ajudam a controlar, confinar e estabilizar as reações de fusão nuclear dentro da KStar.

Os avanços divulgados no último mês são mais um passo no sentido da autossuficiência energética, um sonho que tem sido buscado por cientistas desde o início do século 20, mas que apresenta desafios para que seja concretizado.

Além das questões científicas que envolvem o desenvolvimento de uma tecnologia que acabe com a necessidade de qualquer outra fonte de energia, os desafios econômicos e políticos também são consideráveis para quando o sol artificial atingir pleno funcionamento, já que os custos de geração em larga escala e a distribuição desse potencial energético ainda são uma incógnita.

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