Senadora do PSL conhecida como “Moro de saias” tem mandato cassado

Por Carta Capital*

Juíza por 22 anos, Selma Arruda foi uma das novatas eleitas pelo arrastão conservador estrelado por Jair Bolsonaro

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) decidiu, por unanimidade, cassar o mandato da senadora Selma Arruda (PSL-MT) e de seus dois suplentes, sob acusação de abuso de poder econômico e caixa dois. Ela ainda poderá recorrer ao TSE, sem deixar o mandato.

Em fevereiro, o Ministério Público Eleitoral pediu que pediu à Justiça Eleitoral que cassasse o diploma da parlamentar, e que houvesse novas eleições para a cadeira dela. As investigações apontam que a equipe de Selma Arruda gastou o equivalente a 1,2 milhão de reais em recursos de origem clandestina.

Juíza por vinte e dois anos, Selma foi uma das novatas eleitas pelo arrastão conservador estrelado por Jair Bolsonaro. Aposentou-se no ano passado e, nessa mesma época, pediu filiação ao PSL. Foi a mais votada em Mato Grosso, com 24% dos votos válidos.

Selma se elegeu prometendo combater a corrupção e as organizações criminosas. Em 2017, ela fez parte a Operação Sodoma, que prendeu o ex-governador Silval Barbosa (MDB) e outros políticos, e foi responsável pela decisão que o condenou a 13 anos e 7 meses de prisão. Daí a comparação com o juiz de Curitiba.

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