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Partido entende que desejo de bolsonaristas seja o confronto

PSB pede que seus militantes não participem dos atos do 7 de setembro

Fonte: Por Ivan Longo da Revista Forúm

O Partido Socialista Brasileiro (PSB) não vai compor oficialmente e mobilização que outros partidos de oposição e movimentos sociais estão organizando para o dia 7 de setembro.

 

O presidente da sigla, Carlos Siqueira, assinou uma resolução divulgada nesta quarta-feira (1) orientando sua militância a não comparecer às manifestações.

 

No mesmo dia, bolsonaristas farão atos de cunho golpista que estão sendo incentivados pelo próprio presidente Jair Bolsonaro.

 

Notícias dão conta de apoio de policiais militares a essas manifestações que têm como pautas, por exemplo, uma ruptura institucional e destituição de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), o que é antidemocrático.

 

Partidos como o PT e o PSOL, centrais sindicais e movimentos sociais que compõem a Campanha Nacional Fora Bolsonaro, então, decidiram marcar mobilizações para o mesmo dia com o intuito de defender a democracia.

 

Os atos da oposição também servirão para acompanhar o Grito dos Excluídos, que acontece na data há mais de 20 anos.

 

O PSB, no entanto, defende que a esquerda não saia às ruas no 7 de setembro por conta da possibilidade de violência por parte dos bolsonaristas.

“O fato inegável é que o bolsonarismo deseja o confronto, se move por ele e almeja a ocorrência de incidentes nas manifestações de 07 de setembro – pelo simples fato de que virulência fascista depende da invenção e rotulação de inimigos para se propaga. Deste modo, a fim de evitar que o Dia da Independência – marco de celebração de nossa união enquanto povo – se converta em pretexto para que a extrema-direita promova a confrontação e pratique possíveis atos de violência, o Partido Socialista Brasileiro – PSB ORIENTA sua militância a não participar de atos de protestos neste 7 de setembro”, diz um trecho da resolução assinada por Carlos Siqueira.

O dirigente ainda sugere que a oposição ao governo Bolsonaro saia às ruas em outra data, 19 de setembro.

 

A mobilização seria batizada de “Primavera Democrática, Ditadura Nunca”.

 

Recém-filiado ao PSB, o deputado federal Marcelo Freixo (RJ), em entrevista à Folha de S. Paulo nesta terça-feira (31), já havia defendido a mesma tese que o presidente de seu partido.

 

“Ele [Bolsonaro] quer violência, para dizer que é dos dois lados, para distribuir uma irresponsabilidade, porque quem está convocando para ato violento é ele. Acho que não precisamos dar esse palco para ele”, declarou.

 

“Devemos, sim, estar nas ruas, mas não precisamos estar no mesmo momento. Acho um gesto de maturidade. Mas respeito quem considera que é preciso ir”, completou o parlamentar.

Outros partidos

O PT e o PSOL já garantiram que participarão dos atos Fora Bolsonaro em 7 de setembro.

 

Guilherme Boulos (PSOL), que é coordenador da Frente Povo Sem Medo, afirmou recentemente que “é preciso estar nas ruas, fazer valer a maioria social. Sem cair em provocações, sem estimular o conflito, que só a eles interessa, mas sem nos deixarmos intimidar pelas ameaças de violência”.

 

Já o ex-presidente Lula (PT) participou de reunião com os movimentos sociais nesta terça-feira (31) para discutir a mobilização da oposição no feriado da Independência.

 

O petista, segundo fonte ouvida pela Fórum, teria demonstrado vontade de participar dos atos, mas está sendo desaconselhado pelos seus pares devido ao risco de aglomeração.

 

O ex-mandatário deve gravar um vídeo a ser exibido nas manifestações.

 

A presidenta nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR) e outras lideranças petistas, por sua vez, garantiram que estarão nas ruas para representar o partido.

 

Os atos em defesa da democracia em contra Bolsonaro já estão confirmados em mais de 80 cidades do Brasil e exterior.

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