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Comunistas com Marquinhos

PCdoB abandona esquerda e apoia reeleição de Marquinhos para combater o bolsonarismo

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Fonte: Por Edivaldo Bitencourt, do O Jacaré

Caiu a primeira das 17ª pré-candidaturas a prefeito de Campo Grande. O PCdoB decidiu, em convenção virtual realizada no sábado (12), sepultar a candidatura do advogado Mário Fonseca, abandonar a esquerda e apoiar à reeleição o prefeito Marquinhos Trad (PSD). Ao seguir o exemplo do PSDB, que referendou a aliança sem exigir a vaga de vice, os comunistas alegam priorizar o combate a extrema direita e os candidatos alinhados com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Fonseca defendeu o apoio ao atual prefeito ao considera-lo o melhor nome para enfrentar o bolsonarismo em Campo Grande. Candidato a senador em 2018, ele avaliou que o objetivo maior é defender a democracia diante de ameaças, como o deputado federal Loester Trutis (PSL), lançada em convenção polêmica ontem.

O outro adversário seria o procurador de Justiça Sérgio Harfouche (Avante), que tem como candidato a vice o policial federal e vereador André Salineiro, ex-PSDB. Para Fonseca, a dupla representa a aliança entre o bolsonarismo e o lavajatismo na Capital. Ele ironizou a proposta do candidato de copiar o que vê de melhor na gestão de Bolsonaro.

O PCdoB abandonou o grupo de esquerda a própria sorte. De acordo com Fonseca, o ideal era a união dos partidos de esquerda, que inclui o PT, PDT, PSB, PV, PSOL e Rede. No entanto, como cada um decidiu lançar candidato próprio em decorrência da mudança na legislação partidária, que torna mais rigorosa a cláusula de barreira em 2022, os comunistas decidiram seguir o lema de cada um por si. “Preguei no deserto”, lamenta o ex-pré-candidato a prefeito.

O partido considerou importante a recepção dada por Marquinhos Trad, que teria ouvido as reivindicações e críticas dos filiados do PCdoB. A Rede, da ex-presidente Marina Silva, também deverá subir no palanque da reeleição nas eleições deste ano.

Em nota, a sigla argumentou que “a conjuntura do País e o futuro de uma Campo Grande mais humana, exigem uma tática política ampla, com o propósito de isolar as forças antidemocráticas da extrema direita e de propor um programa mais democrático para a Capital”.

Em 2016, o PCdB indicou o candidato a vice-prefeito na chapa do PT. Mário Fonseca foi o companheiro de chapa de Alex do PT, que ficou em 6º lugar ao obter 8.482 votos e obter a pior votação na história petista desde 1988, quando Alcides Frias obteve 7.064 votos.

Esta não é a primeira vez que os comunistas abandonam os tradicionais aliados no campo da esquerda. Em 2012, o PCdoB apoiou a candidatura a prefeito de Edson Giroto (MDB).

Esperança de ser candidato a prefeito pelo PCdoB após décadas, Mário Fonseca não empolgou os comunistas (Foto: Divulgação)

Com a retirada da candidatura de Fonseca, a disputa municipal ainda pode ter 16 candidatos. Até ontem, sete candidatos foram aprovados em convenção: Dagoberto Nogueira (PDT), Guto Scarpanti (Novo), Esacheu Nascimento (Progressista), Sérgio Harfouche (Avante), Marcelo Bluma (PV), Pedro Kemp (PT) e Loester Trutis (PSL).

Ainda faltam ser oficializados: Marquinhos Trad, Márcio Fernandes (MDB), Marcelo Miglioli (SD), Sérgio Murilo Mota (Podemos), Cris Duarte (PSOL), Paulo Matos (PSC), João Henrique (PL), Wilton Acosta (Republicanos) e Terezinha de Souza Cândido Silva (DC).

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