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OPERAÇÃO OFFSET: Polícia Federal investiga fraudes e desvio de verbas federais na Prefeitura de Corumbá

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Fonte: Por Correio da Manha

Corumbá – A manhã desta terça-feira (06) amanheceu agitada na Capital do Pantanal, Corumbá, cidade localizada a cerca de 430 km da capital Campo Grande – por conta da operação da Polícia Federal denominada “OFFSET”, com 12 mandados de busca e apreensão distribuídos entre a Cidade Branca e a Capital, uma ação que contou com cerca de 50 policiais federais, tendo os mandados de busca e apreensão expedidos pela 1ª Vara Federal de Corumbá.

A investigação teve início após o recebimento de denúncias apontando a ocorrência sistemática de desvios de recursos públicos no Poder Executivo Municipal, cujas irregularidades seriam decorrentes de contratos de prestação de serviços entre a Prefeitura de Corumbá e uma empresa de engenharia sediada em Campo Grande.

Alguns dos alvos desses mandados foram a casa Márcio Aguilar Iunes, irmão do Prefeito de Corumbá, Marcelo Iunes (PSDB). Segundo as informações do site Campo Grande News, Márcio seria suspeito de trabalhar como operador do esquema de fraudes em licitações e desvio de dinheiro público envolvendo empresas de Campo Grande.

Segundo a Polícia Federal, o dinheiro desviado seria direcionado aos servidores e empresários envolvidos. As investigações também indicaram que parte da verba destinada ao pagamento dos contratos é proveniente de repasse de recursos federais.

Márcio é ex-assessor especial do Governo do Estado, tendo sido exonerado na quarta-feira passada (30), pelo secretário estadual de Governo e Gestão Estratégia, Eduardo Riedel.

Um segundo endereço visitado pela Polícia Federal foi o apartamento do assessor especial lotado no Gabinete do Prefeito, Edson Panes de Oliveira Filho, o Edinho – que também foi secretário municipal de Segurança Pública e Defesa Social, na mesma gestão.

Outro alvo da operação deflagrada nesta manhã foi a residência do atual secretário municipal de Infra Estrutura, Ricardo Campos Ametlla, que está no cargo desde a posse de Iunes, com morte do prefeito Ruiter Cunha de Oliveira.

A Polícia Federal também informou que “Destaca-se que a empresa possui registrados ainda outros ramos de atuação completamente diversos da atividade principal, numa clara tentativa de facilitar a participação em diferentes processos licitatórios, mesmo sem deter outras capacidades necessárias”, explicou.

“FORA DO ALINHAMENTO”

Em tradução livre, Offset significa “fora do lugar” ou “fora do alinhamento”.

Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, a PF aprendeu R$ 15 mil em dinheiro na casa de um dos investigados. Em outro, foram encontrados R$ 10 mil. Em uma conveniência, os policiais pegaram mais R$ 19 mil.

NADA A DECLARAR

O Prefeito Marcelo Iunes até o presente momento não divulgou nenhuma nota para falar sobre os desvios investigados na prefeitura e o envolvimento do irmão e os principais assessores.

O Secretário Ricardo Ametlla, já na Prefeitura, deu a seguinte declaração ao Correio da Manhã:

“O que me chegou é que é uma investigação, agora o advogado vai buscar tomar conhecimento. Não sei de onde veio isso, não sei que operação que é, o que que diz os autos, não sei nada. O meu advogado vai tomar ciência e logo em seguida estar me comunicando.”

Sobre a presença da Polícia Federal cedo, em sua residência, Ametlla disse o seguinte:

“Na minha casa foi só um mandado de busca e apreensão, somente isso. Eu não sou réu, eu não sou condenado, sou somente investigado. Eu não sei o que é, meu advogado vai procurar saber o que é e eles apreenderam só o meu computador e o meu celular.”

Apreensão de R$ 44 mil em dinheiro vivo nos endereços de investigados

Foram apreendidos pela PF – R$ 25 mil em dinheiro vivo nas casas de dois dos alvos da Operação Offset. Também foram apreendidos R$ 19 mil em conveniência, endereço ligado a um dos investigados.

Em Campo Grande, pelo menos uma das equipes de buscas já voltou para a sede da PF (Polícia Federal) com malote contendo material apreendido.

 

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