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O Globo diz que “gestão Bolsonaro é ápice da subserviência” aos interesses dos EUA

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Fonte: Por Plínio Teodoro, da Revista Fórum

Com um histórico que remete ao aporte de 6 milhões de dólares do grupo estadunidense Time-Life para a fundação da rede de TV, o grupo Globo, em editorial do jornal O Globo, criticou nesta terça-feira (15) o avanço do projeto de Jair Bolsonaro de “demolir a diplomacia brasileira” permitindo que “pela primeira vez em 60 anos, um americano assuma a presidência do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID)”.

“É, na gestão Bolsonaro, o ápice da subserviência ao interesse americano”, diz o texto, que critica o apoio do governo brasileiro à indicação de Mauricio Claver-Carone – “linha-dura do trumpismo pinçado no mercado financeiro” – eleito para presidir o banco numa eleição em que Argentina, Chile e México se abstiveram de votar, demonstrando clara insatisfação com o alinhamento de Bolsonaro à Casa Branca.

O editorial cita ainda a “aproximação às cegas” de Bolsonaro, dos filhos e de seu grupo às ideias de Donald Trump em relação ao negacionismo da Covid-19.

“Bolsonaro foi na conversa e ainda terminou catequizado pela lorota da cloroquina. Pelos números oficiais, Estados Unidos e Brasil lideram o ranking de mortes pelo novo coronavírus (cerca de 200 mil e 130 mil)”, diz o texto.

O Globo finaliza dizendo que dessa forma, o governo Bolsonaro vai “executando seu projeto obscurantista e se afastando do mundo moderno, democrático, progressista”. “Quer Trump vença ou não em novembro, o atrelamento automático aos interesses americanos é uma armadilha para o Brasil”.

Folha
Em editorial, a Folha também criticou a eleição de Claver-Carone para a presidência do BID – “uma imposição de um Trump cada vez mais acossado em busca de sua reeleição” e fez críticas à posição da diplomacia brasileira.

“Ao Brasil coube o patético papel de abaixar novamente a cabeça aos desígnios do ídolo do presidente Jair Bolsonaro”, diz o texto, ressaltando a importância do banco, que emprestou US$ 35,3 bilhões de 2008 a 2019 a governos e empresas brasileiras.

Segundo o jornal da família Frias, “a altivez de rede social do Itamaraty sob Ernesto Araújo e seu padrinho Eduardo Bolsonaro limitou-se a chancelar a manobra”.

“Tal alinhamento, para endossar a aliança com Trump, só aumentará o preço a ser pago em eventuais negociações na hipótese de vitória do candidato Joe Biden em novembro. Dificilmente o democrata, um pragmático, mudaria os termos das concessões oferecidas de bandeja por Bolsonaro”, finaliza a Folha.

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