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A Polícia Militar, por meio das redes sociais, afirmou que a ação aconteceu dentro da "legalidade"

Massacre em Minas: operação policial tem indício de adulteração de cena do crime, aponta especialista

Fonte: Por Marcelo Hailer da Revista Fórum

A ação das polícias Militar e Rodoviária Federal, do estado de Minas Gerais, que ocorreu na madrugada deste sábado (31) e deixou 26 mortos tem indícios de adulteração da cena do crime, aponta especialista.

 

Na operação, nenhum policial foi morto ou ferido.

 

Segundo informações da Polícia Militar de Minas Gerais, a operação tinha por objetivo desmantelar uma quadrilha de assalto a bancos que estava na cidade de Varginha (MG).

 

A operação foi dividia em dois momentos: na primeira abordagem foram mortas 18 pessoas e apreendidos dez fuzis, munições, granadas e dez veículos roubados.

 

Por sua vez, a segunda operação ocorreu em uma chácara onde, segundo a PM de Minas Gerais, “houve intensa troca de tiros” e sete pessoas foram mortas.

O Ministério Público de Minas de Gerais, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a comissão de direitos humanos da Assembleia Legislativa investigam se houve excesso por parte na polícia.

A Polícia Militar de MG instaurou inquérito para apurar como desenrolou a operação, que até este momento identificou 20 dos 26 mortos.

 

A porta-voz da PM de Minas, capitã Layla Brunnela, defendeu a legalidade da operação e afirmou que ela não é mensurada “pela quantidade de mortos, mas por quantas vidas nós salvamos. Deixou de acontecer um crime grandioso”.

 

Um fato que chamou a atenção de especialistas em segurança pública, é que os corpos foram removidos da cena e que é preciso investigar se houve adulteração na cena do crime e também houve comparação com a chacina de Jacarezinho (RJ).

 

“Há a semelhança pelo elevado número de óbitos em uma operação policial. No Jacarezinho, os mortos eram suspeitos de integrar o tráfico de drogas. Já em Varginha, envolve um grupo planejando uma das ações do novo cangaço”, disse Cássio Thyone Ameida de Rosa, perito federal aposentado ao UOL.

 

Queima de arquivo?

Joaquim de Carvalho, jornalista do Brasil 247 e da TV 247, foi às redes sociais para divulgar suas suspeitas de que o massacre em Varginha (MG), operação policial que teve com saldo a morte de 26 suspeitos, tenha sido queima de arquivo. O detalhe é que nenhum policial ficou ferido.

 

Além disso, Carvalho se solidarizou com Marcelo Hailer, jornalista da Fórum, que vem sendo atacado por grupos bolsonaristas, apenas por denunciar o massacre policial.

 

“Não houve sobreviventes entre os supostamente criminosos – um deles era o caseiro da chácara. Vi algumas fotos das pessoas assassinadas. Tiros na cabeça, aparentemente à curta distância – um deles ficou com maxilar destruído”, destacou o jornalista.

 

“Outro fato que chama a atenção: Os carros apreendidos em uma das chácaras onde houve o tiroteio eram quentes – não tinham sido roubados. A pergunta é: Por que mataram todos, sem deixar um único sobrevivente?”, questionou Carvalho.

 

“Uma resposta possível é que tenha sido queima de arquivo. Importante: na investigação sobre o assalto a bancos em Botucatu, no ano passado, a polícia teria encontrado munição de lotes pertencentes à Polícia Civil de SP e coletes à prova de bala de empresa de segurança”, detalhou.

 

“Também teria sido apreendido com uma advogada, em outra operação em SP, notebook com mensagens que indicariam extorsão por parte de policiais civis. O caso foi relatado ao Ministério Público. Essa advogada, presa, seria ligada à quadrilha de ladrões de banco”, acrescentou Carvalho.

 

 

“As ameaças ao jornalista começaram depois de um post agressivo de Eduardo Bolsonaro. Será que essa família é incapaz de uma atitude que não implique no estímulo à barbárie?”, finalizou.

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