EXPEDIENTE
O senador alegou que o procurador e ex-coordenador da Lava Jato em Curitiba usou as redes sociais para atacá-lo e tentar interferir na eleição à presidência do Senado, em 2019

Juiz determina que Dallagnol pague R$ 40 mil de indenização a Renan Calheiros

Fonte: Por Lucas Vasques da Revista Fórum

Após a decadência da Lava Jato, o procurador da República, Deltan Dallagnol, andou sumido das redes sociais e da mídia. Nesta quinta-feira (7), ele sofreu um duro golpe na Justiça.

 

O ex-coordenador da operação em Curitiba terá de pagar R$ 40 mil ao senador Renan Calheiros (MB-AL) de indenização por danos morais.

 

A determinação é do juiz Ivan Vasconcelos Brito Junior, do Tribunal de Justiça de Alagoas, de acordo com informações de Thayná Schuquel, no Metrópoles.

 

Renan alega que Dallagnol utilizou as redes sociais para atacá-lo e tentar interferir na eleição para a presidência do Senado, em 2019.

 

O senador, relator da CPI do Genocídio, afirma, na ação, que o procurador publicava conteúdo em seu perfil no Twitter “em desfavor da referida candidatura”, agindo como “militante político e buscando descredibilização de sua imagem”.

 

Em uma de suas mensagens, Dallagnol associa o senador à corrupção:

 

“Se Renan for presidente do Senado, dificilmente veremos reforma contra corrupção aprovada. Tem contra si várias investigações por corrupção e lavagem de dinheiro. Muitos senadores podem votar nele escondido, mas não terão coragem de votar na luz do dia”, postou o procurador.

Militância pessoal

“A militância pessoal do réu teria surtido os efeitos pretendidos”, diz Renan.

 

A ação ressalta, também, que, após o senador ter retirado sua candidatura ao cargo, Dallagnol comemorou o fato nas redes sociais “quase como uma vitória pessoal”.

 

Em um dos trechos da decisão, o juiz argumenta:

 

“Conforme se pode verificar pelas provas documentais colacionadas aos autos, as publicações realizadas através das redes sociais desde o ano de 2018 apresentam caráter pessoal, atingindo o autor em sua honra objetiva, no que diz respeito à sua reputação perante terceiros, notadamente seus eleitores. Além disso, pretendia obstacularizar a eleição do autor à presidência do Senado Federal. Tudo isso converge para a reparação do dano moral pleiteado”, diz o documento.

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