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Grupo Bolsonarista deve pagar multa por greve irregular e sem pauta própria

Greve de caminhoneiros atinge 7 pontos em MS; Bolsonaro dá ultimato e Justiça impõe multa

Fonte: Por Edivaldo Bitencourt do Ojacare

A greve dos caminhoneiros bolsonaristas atinge, pelo menos, sete pontos em Mato Grosso do Sul na manhã desta quinta-feira (9). No entanto, a mobilização não conta mais com o apoio do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que deu ultimato para seus seguidores liberarem as rodovias federais sob pena de serem retirados a força. A Justiça Federal estabeleceu multa de R$ 10 mil por dia para quem manter o bloqueio.

Temendo a repetição do caos registrado em maio de 2018, quando houve falta de combustível e alimentos, moradores de algumas cidades enfrentam longas filas para encher o tanque no interior do Estado. Houve registro de longas filas em Paranaíba e Cassilândia.

A mobilização dos caminhoneiros dá prosseguimento ao protesto de 7 de setembro. Os bolsonaristas querem a destituição dos ministros do Supremo Tribunal Federal, principalmente, Alexandre de Moraes. Parte também defende pauta antidemocrática, como a intervenção militar com Bolsonaro no comando da ditadura.

A mobilização começou ontem em 14 estados brasileiros e ganhou força nesta quinta-feira em Mato Grosso do Sul. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, há seis pontos nas rodovias federais, sendo bloqueio total em dois pontos da BR-163, em Douradina (entre Campo Grande e Dourados) e Eldorado (entre Mundo Novo e Naviraí. Também há concentração em São Gabriel do Oeste e Naviraí (BR-163), Paranaíba (BR-158) e Três Lagoas (BR-262).

Nas rodovias estaduais, há um bloqueio de caminhoneiros na MS-306, entre Cassilândia e Chapadão do Sul. Aliás, os cassilandenses enfrentam filas longas desde ontem para abastecer os veículos temendo falta de gasolina. Em 2018, durante os protestos contra o aumento no preço dos combustíveis, caminhoneiros bloquearam as rodovias e houve falta de gasolina, etanol e diesel.

Apesar do preço do combustível der disparado nas bombas e subido 51% apenas neste ano, os caminhoneiros só estão defendendo o presidente da República. Em áudio gravado ontem, Bolsonaro pediu o desbloqueio das rodovias e alertou que a manutenção poderia complicar o Governo e prejudicar os mais pobres com o aumento da inflação.

De acordo com Cláudio Cavol, presidente do Sindicato dos Transportadores de Cargas de Mato Grosso do Sul, o presidente fez um apelo para que os caminhoneiros não continuassem com o bloqueio. Ele disse que o Ministério da Justiça vai negociar uma saída pacífica nas próximas 24 horas. Caso o pedido não seja acatado, o Governo vai usar a força policial para retirar os caminhoneiros a força e liberar as rodovias.

Na conversa com os empresários, Bolsonaro disse que a paralisação no atual momento “é um tiro no pé do Governo”.

Além do pedido, a Polícia Rodoviária Federal informou que há determinação da Justiça Federal para que os caminhoneiros liberem, imediatamente, a BR-163. A multa é de R$ 10 mil por dia e será aplicada com base no CPF do motorista. A assessoria da PRF não informou  qual foi o autor da liminar.

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