EXPEDIENTE
CPI da COVID-19

Governo quer preparar Pazuello para CPI da Covid

Fonte: Por Marina Oliveira

O ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, vai se preparar em Brasília para depor na CPI da Covid, que será instalada na terça-feira (27) no Senado.

Segundo informações do O Globo, o general, que foi nomeado para a Secretaria-Geral do Exército na semana passada, vai dedicar seu tempo em Brasília para analisar documentos, dados e informações oficiais que reforcem a narrativa de que o governo não foi omisso na pandemia nem na crise do oxigênio em Manaus.

Além disso, diz a reportagem de Jussara Soares, o governo planeja uma “operação de guerra” para blindar Jair Bolsonaro. Além de preparar Pazuello, o plano envolve acionar o ex-presidente José Sarney, montar um comitê com representantes de diferentes ministérios e levantar documentos sobre a ação do governo na pandemia.

 

O Planalto estruturou um comitê de crise para enfrentar a CPI da Covid com mais celeridade que para prevenir a pandemia. Reuniões semanais de um grupo integrado dos três poderes foi anunciado apenas em março de 2021.

De lá para cá, o grupo tem servido de vitrine para que o atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, mostre acordos internacionais e outras providências firmadas no âmbito da vacinação. A comissão foi, de certa forma, ofuscada pela CPI.

A CPI da Covid será instalada na terça-feira (27), quando senadores vão escolher presidente, vice e relator da comissão. Os mais cotados até o momentos são Omar Aziz (PSD-AM), Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Renan Calheiros (MDB-AL), respectivamente.

Congresso em Foco procurou os senadores para entender como investigar os atos do governo e do ex-ministro com esse aparato, mas ainda não teve retorno.

O nome de Calheiros para a relatoria vem enfrentando resistência da base do governo, que diz que o senador tem conflito de interesses por ser pai de Renan Filho (MDB), governador de Alagoas.

Na semana passada, Renan chegou a se declarar parcial para tratar qualquer tema na CPI que envolva o estado. O senador Ciro Nogueira (PP-PI) reagiu à publicação dizendo que com o tuíte, Renan se coloca em suspeição. “Eu que já tenho uma certa experiência em CPI não vejo como ele se tornar efetivo”, aponta. Nogueira negou que esteja cavando uma vaga de relator.

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