EXPEDIENTE
FIESP tem retirado seu apoio ao Governo Federal

Fiesp critica alterações no Imposto de Renda e diz que atuará por mudanças

Fonte: Por Júlia Schiaffarino sobre brasil Do Congresso em Foco

projeto de lei que altera as regras do Imposto de Renda, aprovada na noite da quinta (2), pela Câmara de Deputados, tem repercutido entre representantes do setor empresarial. Por nota, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), afirmou que “vai atuar fortemente pelas devidas modificações. A federação, comandada por Paulo Skaf, também destacou que, da forma como está, o PL 2337/21 “prejudica sobretudo as empresas de médio porte”.

Sob relatoria do deputado Celso Sabino (PSDB-PA), o PL 2337/21 teve aval de 398 deputados, contra 77 votos contrários. O texto segue para o Senado.

De acordo com o substitutivo que passou pelo Plenário, lucros e dividendos serão taxados em 20% a título de Imposto de Renda na fonte. Fundos de investimento em ações ficam de fora. Na versão anterior, a alíquota era de 5,88% para os fundos.

 FIESP: REFORMA DO IR PRECISA DE MUDANÇAS

O texto do PL 2.337, que reforma o Imposto de Renda, aprovado na Câmara dos Deputados, precisa ser aperfeiçoado. Alguns segmentos, sobretudo as empresas de médio porte, serão prejudicados, o que é inaceitável neste momento em que precisamos estimular a recuperação econômica e a geração de empregos. Dentre os pontos que necessitam aprimoramento, destacamos:

# A distribuição dos lucros acumulados até 31/12/21 não pode ser tributada no novo sistema, pois os lucros foram gerados quando não havia cobrança de imposto sobre dividendos e as empresas pagavam 34% de tributos sobre o lucro.

# As empresas médias de lucro presumido, com faturamento superior a R﹩ 4,8 milhões, estão sendo penalizadas porque em muitos casos a redução dos tributos sobre o lucro é inferior à taxação dos dividendos. Essas empresas também deverão pagar mais impostos com a proposta de unificação do PIS/Cofins. Hoje, pagam 3,65% sobre faturamento.

# O aumento de 4% para 5,5% da CFEM (Compensação Financeira sobre Exploração Mineral) – contrapartida paga pelas empresas mineradoras à União, Estados e Municípios pela utilização dos recursos minerais de seus respectivos territórios – impactará os preços de insumos da base das cadeias industriais, como minério de ferro, níquel e cobre. Com isso, os aumentos serão repassados às cadeias produtivas, chegando ao consumidor.

A Fiesp vai atuar fortemente pelas devidas modificações no Senado, promovendo o necessário acordo para que Câmara mantenha os avanços em prol de toda a sociedade.

COMPARTILHE AGORA MESMO!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no facebook
Compartilhar no telegram
Compartilhar no twitter
Compartilhar no skype
COMENTE AGORA MESMO!