Em convenção, Partido Socialista Brasileiro veta qualquer apoio a Bolsonaro, mas não dará tempo de TV a nenhum candidato a presidencia.

Via Diário do Centro do Mundo*

 

De Fernanda Calgaro do G1 Brasília.

O Partido Socialista Brasileiro (PSB) decidiu neste domingo (5), em convenção nacional realizada em Brasília, que não irá fazer coligação formal com nenhum outro partido para a eleição presidencial de outubro.

Na prática, isso significa que o PSB não vai repassar sua cota do tempo de TV nem do fundo partidário para nenhum candidato à Presidência da República.

No entanto, o presidente do partido, Carlos Siqueira, afirmou que não haverá neutralidade por parte da sigla.

No documento aprovado pela convenção neste domingo, está prevista a hipótese de diretórios estaduais do partido, ou mesmo integrantes da sigla, de forma individual, apoiarem candidaturas consideradas “progressistas”.

O documento faz uma ressalva nesse ponto. Veta “rigorosamente” qualquer tipo de apoio à candidatura de Jair Bolsonaro (PSL), vista pelo como uma “ameaça à democracia e aos direitos humanos”.

“Isso [a resolução] não significa neutralidade, porque neutralidade não existe nem nas pessoas e muito menos ainda nos partidos. E seria um absurdo que ficássemos neutros diante de um cenário político eleitoral completamente atípico”, afirmou Siqueira.

A votação foi simbólica, sem a contagem de votos. Havia uma segunda proposta em discussão, que era apoiar o candidato do PDT, Ciro Gomes, mas acabou derrotada.

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A decisão do PSB ratifica um acordo fechado com o PT na última semana. Os dois partidos concordaram que o PSB não apoiaria nenhuma candidatura à Presidência, já que vinha negociando com a chapa encabeçada por Ciro Gomes (PDT). Em troca, o PT apoiaria candidatos do PSB aos governos de Amazonas, Amapá, Paraíba e Pernambuco.

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