Em debate Segunda Legal, Deputado defende que Legislativo tem que parar de ser local de carimbo de projetos do executivo

 

O cientista político da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso dos Sul), Victor Garcia Miran apresentou na última segunda-feira (25), durante o debate Segunda Legal, na Assembleia Legislativa, uma pesquisa que aponta a falta de credibilidade do Legislativo em todo o mundo. Com a mediação do coordenador da Escola do Legislativo, Ben-Hur Ferreira, os deputados deputado do João Henrique (PR) e do deputado Pedro Kemp (PT).

Durante o encontro, Pedro Kemp enfatizou que a crise em nosso País começa, na campanha eleitoral. A “elite do dinheiro” tem muito mais facilidade de eleger seus candidatos do que os setores populares. Os partidos não têm uma clareza para demonstrar a sua ideologia e as pessoas acabam votando apenas em cima da promessa de campanha e depois vem a decepção.

A maioria da população tem muita dificuldade para eleger seus representantes. A correlação é muito desfavorável aos setores populares.

Para fortalecer o parlamento e ele ser de fato a caixa de ressonância da sociedade é preciso que seja feita uma reforma política e o processo eleitoral dê mais condições de igualdade para que o parlamento represente o conjunto da sociedade.

Outro ponto, que vivemos em nosso Estado, é a limitação da Assembleia Legislativa por conta da legislação estadual. Se repete hoje, o que vimos nos governos passados. O parlamento estadual foi esvaziado. A função do Legislativo, que é também de fiscalizar o Poder Executivo, está enfraquecida. A coalizão de apoio ao Governo é massacrante.

Candidatos se elegem em uma chapa de oposição e ao assumir o cargo na Assembleia Legislativa, se tornam situação, pois migram para a base do Governo.
Ninguém quer ser oposição sendo que para a democracia isso é fundamental.

“A única saída que eu vejo para a Assembleia Legislativa não ser apenas o local de carimbar projetos do Governo, como o do Orçamento, é abrir a Casa de Leis para a Participação Popular.

Reunir aqui trabalhadores e patrões, comunidades indígenas e fazendeiros, enfim, fazer o debate político e promover a solução e mediação dos conflitos da sociedade”. Concluiu Kemp.

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