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Taxa não paga 1 litro de gasolina: protesto de motoboy pede melhorias para categoria; veja vídeo

Domingo é marcado por manifestação de motoboy em Campo Grande

Fonte: A Onça

O barulho das motos e da buzina não era o da entrega e sim uma forma de protesto de uma categoria que literalmente faz o corre para a galera. Na manhã deste domingo (20) moto entregadores seguiram em comboio pela avenida Afonso Pena é chamaram a atenção para os pedidos de melhorias.

De acordo com Fábio Lins e o motoboy Juninho dos Barões os motoboys pedem que o Ifood reveja algumas políticas de entregas e pagamentos. Eles percorreram a avenida parando em frente ao Aquário do Pantanal.

Um dos principais pedidos é sobre o valor da taxa mínima que recebem por cada pedido entregue, que atualmente é de R$ 5,31. Para se ter uma ideia o preço médio do litro da gasolina é de R$ 6,30 e mesmo que a motoca faça vários Km/l os trabalhadores tem outros custos  tem que fazer o próprio salário.

Entre as reclamações também está a falta de condições de trabalho na região central como local para descansar, bebedouro, banheiros ou pontos de apoio para por exemplo, carregar os aparelhos de celulares que são as ferramentas de trabalho dos entregadores.

“Hoje em Mato Grosso do Sul são mais de 1500 trabalhadores de moto entrega e em Campo Grande temos contabilizado pelo menos 800 pessoas que trabalham diretamente com isso”, contabiliza o profissional que explica que eles são divididos em três categorias.

“Fixo, que é aquele que trabalha em algum estabelecimento com carteira assinada ou por diária. Tem o OL, aquele que trabalhar para uma Operadora de Logística, cumpre escala de horários e dias mas não é registrado. E tem independente, que é conhecido como “Nuvem”, que trabalha com o aplicativo da Ifood, a diferença é que esse trabalha a hora que quiser, sem escala de horários e dias para trabalhar”, elenca Fábio explicando as formas de trabalho da categoria.

Segundo ele agora a empresa que implantar um sistema de “agendamento”.

“O  Ifood  Faturou R$ 370 milhoes  em 2021 e usa um algoritimo que sabe tudo que tem no celular do motoentregador desde a localização, carga de bateria, armazenamento de outros apps. É muita coisa a fovor deles sem nenhum respaldo para o entregador”, explica Fábio sobre a forma de trabalho.

Os profissionais reclamam ainda que os canais de apoio ao entregador nunca tem resposta e eles não tem condições de trabalho. “Somos aprovados e largados a merce da propria sorte”, reclama.

Agora, a empresa quer implantar o “sistema de agendamento”. Para quem trabalha com entregas não é interessante. “Somos contra o Agendamento, o Ifood quer a  implantação de agendamento para os entregadores, para todos trabalharem igual o motoqueiro OL, o que não é interessante”.

Além disso, a categoria quer igualdade nas entregas, já que segundo eles, o Ifood tem contrato com as empresas de Logística e nesse contrato o Ifood passa 85% das entregas para OL. “É um valor muito menos para o ‘nuvem’ o que não é justo, queremos igualdade e o fim da Sub-Praça, esse sistema foi criado para deixar o entregador preso em uma determinada região da cidade, isso só acontece com os OL”, explica sobre os pedidos.

A reportagem tentou contato com a assessoria de imprensa do Ifood mas não houve resposta.

Políticas públicas

Para proteção da categoria já há ações na Câmara Federal. Em Mato Grosso do Sul o deputado federal Fábio Trad é o relator do PL 1665/20, que prevê direitos e garantias aos entregadores de empresas de aplicativo durante o período de pandemia. O projeto foi aprovado pelo Congresso e posteriormente sancionado no último dia 5 de janeiro pela  Presidência da República, sob o número “Lei 14.297, de 2022”, que reforça as medidas de proteção aos entregadores de aplicativos. No entanto é originado do PL 1.665/2020, do deputado Ivan Valente (Psol-SP), e relatoria do deputado Fábio Trad (PSD-SP)

“Sou a favor de todo e qualquer movimento democrático e pacífico de busca por direitos legítimos. Já passou da hora dos entregadores de aplicativos terem direitos a ter direitos”, defendeu ele apoiando a categoria.

Para o parlamentar o PL 1665 que tem ele na relatoria “é uma primeira vitória nesse sentido, pois prevê direitos e garantias a esses trabalhadores durante o período de pandemia. Direito, por exemplo, de receber materiais de proteção contra o coronavírus; assistência financeira e seguro em caso de contaminação ou até acidente ocorrido durante o período de retirada e entrega de produtos”, elencou.

“É um primeiro passo, mas muito importante para algo ainda maior no qual estamos trabalhando na Câmara e que  fará justiça a este segmento que é tão importante para todos nós e, ao mesmo tempo, tão sofrido e discriminado.Por isso, estou junto com os entregadores de aplicativo nessa luta”, garantiu.

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