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Por pouca diferença de votos

Câmara do Rio rejeita novo pedido de impeachment contra Crivella

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Fonte: Por Lucas Rocha, da Revista Fórum

A Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro voltou a rejeitar a admissibilidade de um pedido de impeachment apresentado contra o prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) nesta quinta-feira (17). O placar terminou em 20 x 24 – com 5 abstenções – e livrou o prefeito.

Os vereadores voltaram a salvar o prefeito em pedido que trata sobre as investigações do Ministério Público sobre a existência de um suposto “QG da Propina” que teria sido montado no Palácio da Cidade. A vitória do bispo ocorreu exatamente duas semanas após os parlamentares terem rejeitado por uma margem apertada um pedido que tratava da milícia dos Guardiões do Crivella, revelada pela TV Globo.

“Marcelo Crivella está se utilizando indevidamente de serviços da Prefeitura, em proveito próprio e, deste modo, procedeu de modo incompatível com a dignidade e o decoro do cargo, além de praticar crime de corrupção para a obtenção de vantagens indevidas, o que configura crime de responsabilidade por praticar ato de sua competência em contrariedade à lei, além de improbidade administrativa. Por isso, deve ter seu mandato cassado por esta Câmara Municipal.”, diz trecho do pedido apresentado pelo PSOL.

O vereador Átila Nunes (DEM) foi um dos que subiu à tribuna para criticar o prefeito e anunciou que pediu ao Ministério Público o afastamento do prefeito. “O prefeito tem que ser afastado imediatamente. Essa caneta é de quem, afinal? É do QG da propina? Por isso, já entrei com representação no MP, à exemplo do [governador Wilson] Witzel, pedindo o afastamento já do Crivella. Ele não pode continuar com a caneta na mão. É um perigo para a nossa cidade”, declarou.

“Nós estamos, na verdade, dando uma segunda oportunidade para essa Câmara para que a população do Rio de Janeiro faça uma nova leitura sobre nós”, disse o vereador Reimont (PT). “Para além do Crivella ser um péssimo administrador, o Crivella cometeu crime. São crimes sucessivos, um atrás do outro. Estamos diante de um quadro que nós acreditamos que o prefeito se chamava Marcelo Bezerra Crivella e, no mês de setembro de 2020 descobrimos que não é. O prefeito da cidade chama-se Rafael Alves“, completou o parlamentar, que ainda lembrou que Crivella apoiou o impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff mesmo sem crime de responsabilidade.

O vereador Dr. Jairinho (Solidariedade) falou logo em seguida e foi um dos poucos que pediu a fala para defender o bispo. “No momento atual, o processo está em fase de inquérito. Vi muitos colegas que já condenaram o prefeito, dizendo que é culpado. Estamos na fase de inquérito. Nem investigado, nem denunciado o chefe do Executivo está. Tenham um pouquinho de cautela”, disse o parlamentar, que apontou que o processo seria uma “antecipação da eleição”.

A vereadora Teresa Bergher (Cidadania) fez questão de destacar que as provas do novo pedido de impeachment eram do Ministério Público e não da TV Globo, como foi no anterior. “Os fatos foram apurados pelo Ministério Público estadual em aprofundada investigação criminal que contou com quebras de sigilo telefônico, telemático, fiscal e bancário. Os elementos contidos na cautelar de busca e apreensão são assustadores. Há robustos indícios de que o prefeito Marcelo Crivella comanda uma organização criminosa que atua dentro da Prefeitura voltada para toda sorte de crimes contra a administração: corrupção passiva, peculato, fraude licitatória, lavagem de dinheiro e crime de responsabilidade”, declarou.

Tarcísio Motta (PSOL) criticou os parlamentares que diziam que o pedido de impeachment era uma tentativa “da esquerda” de derrubar Crivella e citou Atila Nunes e Bergher, que são de direita. “Quem hoje não deixar a Câmara investigar será conivente com essa organização criminosa”, disparou.

Logo após a fala de Tarcísio, a base de Crivella apresentou requerimento de encerramento da discussão temendo uma possível reviravolta.

Durante a votação, Dr. Gilberto (PTC) ainda minimizou as investigações e apontou que “suposições não cabem para provimento de impeachment”. “Esse impeachment é eleitoreiro. O povo não é burro, já está enxergando. Vamos trabalhar com seriedade, pelo amor de Deus”, declarou.

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