Artigo: TERRITÓRIO E DESENVOLVIMENTO: IDENTIFICAÇÃO DOS PONTOS HISTÓRICOS E CULTURAIS DE PONTA PORÃ-MS

Desenvolvimento Socioeconômico e Regional

Autor: Yhulds Giovani Pereira Bueno[1]

Coautor: Vinicius Vasconcelos Braga[2]

Coautor: Natalia Bogado Balbuena[3]

Coautor: Moisés Centenaro[4]

 

Resumo: A identificação e mapeamento dos pontos históricos culturais da região de Ponta Porã revela-se importante medida de desenvolvimento local, em especial pela criação de um roteiro de visitação turística, com relevo do potencial histórico-cultural da região de fronteira do Brasil com o Paraguai. Para tanto, buscou-se com espeque na pesquisa qualitativa de registros da literatura especializada e entrevistas com residentes e visitantes da região, estas que se balizaram em questões abordadas positivamente sobre o tema proposto no estudo. Os resultados deste trabalho apontam aparentemente, que a implantação de um roteiro de visitação turístico histórico, desperta o interesse do público, na questão de conhecer mais profundamente a identidade cultural regional, identificar os principais tópicos dentro da historiografia relacionados a cada ponto, pois é parte integrante dentro da formação e no desenvolvimento da região de fronteira, favorecendo a divulgação da história e da cultura local.

 

Palavras chave: Cultural, Histórico, Mapeamento, Potencial, Turístico.

 

Abstract: The identification and mapping of the historical cultural points of the region of Ponta Porã is an important measure of local development, in particular the creation of a route of tourist visitation, highlighting the historical-cultural potential of the border region of Brazil with the Paraguay. For that, we searched for a qualitative research on specialized literature records and interviews with residents and visitors from the region, which focused on issues addressed positively on the theme proposed in the study. The results of this work apparently suggest that the implementation of a touristic route of historical tourism arouses the interest of the public, in the question of knowing more deeply the regional cultural identity, to identify the main topics within the historiography related to each point, since it is part integral part of the formation and development of the border region, favoring the dissemination of local history and culture.

 

1 Introdução

Na atualidade existe uma tendência na reconstrução da identidade territorial, observa-se que esta situação mesmo com a latente globalização tecnológica, o desafio, entretanto, é mapear dentro das regiões suas riquezas culturais pontos positivos dentro da historicidade local, que contribuirão para a difusão do desenvolvimento turístico da região fronteiriça.

O município de Ponta Porã pertence à Microrregião de Dourados localizado na Mesorregião do sudeste do Estado de Mato Grosso do Sul, Centro Oeste do Brasil. Município brasileiro fronteiriço com a cidade de Pedro Juan Caballero – Paraguai, situação que favorece sobre maneira o debate sobre o tema Identidade Territorial local.

Há um fator agravante que justifica a proposta deste objeto de estudo, que é a construção de um novo acesso, através do mapeamento dos pontos históricos identificados na pesquisa, uma rota turística para a região de fronteira, vista que a mesma somente é explorada pela rota de turismo de compras pela facilidade da fronteira seca com o Paraguai.  Essa nova rota interligando os pontos históricos e culturais, poucos conhecidos e ainda não explorados, sem dúvida, será de grande valia tanto para os moradores, quanto para os turistas, que terão um acesso à historicidade da região com um roteiro turístico cultural dentro da cidade de Ponta Porã.

Evidencia-se dentro deste objeto de pesquisa o debate sobre a Identidade Territorial, tema abordado dentro de estudos e pesquisas no Brasil e exterior, levantando a questão do reconhecimento de riquezas existentes e suas influências. Os métodos a serem utilizados levam em conta as características da região de fronteira Ponta Porã BR, buscando atender dentro de algumas análises do processo que identifique pontos importantes para o crescimento histórico cultural da região e o seu potencial turístico para a cidade.

O presente artigo buscou se estruturar para compreender, através de uma fundamentação teórica e estatística, favorecendo de maneira efetiva o debate sobre mapeamento e identificação dos pontos históricos culturais da região de Ponta Porã, para a criação de um roteiro de visitação turística, será abordado o potencial histórico-cultural da região de fronteira, com foco principal na cidade de Ponta Porã BR. O estudo de um referencial que aponte estas potencialidades, agregando dentro da contextualização informações de relevância para a construção desta pesquisa. O texto buscará o necessário para fortalecer as pesquisas qualitativas, através de registros na literatura, para alicerçar e complementar as entrevistas, com um referencial documental da análise das questões abordadas positivamente sobre o tema proposto como objeto de estudo.

 

2 – Referencial Teórico

 

O que é identidade territorial? Como ela influencia a construção de uma marca? Conforme Chelotti (2010, p.171) “A identidade constitui um termo polissêmico, estando relacionado tanto ao indivíduo no âmbito pessoal, como também à relação do indivíduo com a coletividade.” Para o autor há um consenso no uso do termo, sendo ele uma construção social, onde diferentes grupos criam significados, construindo identidades estando vinculadas a aspectos da cultura, ideologia, religião, etnia, território, etc.

Em trabalho realizado por Froehlich et al. (2009) constata-se que aspectos relacionados a identidade territorial são vistos como elemento de caracterização de uma região e que podem ser utilizados para fortalecimento de marca regional frente a um mundo globalizado. Dessa forma, criam-se especificidades locais que passam a atrair visitantes de outras regiões ou, mesmo, fazer parte da identificação de produtos comercias que caracterizem uma região e que lhe confira valor agregado. Essa constatação é reforçada por Roca e Mourão (2003, p.103).  A identidade territorial é um conceito inovador, complexo e controverso, centrado na originalidade e singularidade de realidades geográficas físicas e humanas de localidades e regiões, e que tem sido crescentemente reconhecido como um fator de competitividade, perante as forças da globalização económica e cultural. Perante a globalização, entendida como compressão de barreiras espaciotemporais à escala mundial, parece ganhar importância e destaque às escalas e as dimensões da localidade e da região, quando as empresas, os governos e toda a esfera económica e social dos setores público e privado se preocupam em identificar as especificidades das localidades e seus recursos.

Todas as ações através das quais os povos expressam suas formas específicas de ser constituem a sua CULTURA e esta vai ao longo do tempo adquirindo formas e expressões diferentes. A cultura é um processo eminentemente dinâmico, transmitido de geração em geração, que se aprende com os ancestrais e se cria e recria no cotidiano do presente, na solução dos pequenos e grandes problemas que cada sociedade ou indivíduo enfrentam. (GUIA BÁSICO DE EDUCAÇÃO PATRIMONIAL, 1999, p. 4).

Outro ponto importante a ser abordado e o fato histórico específico da cidade de Ponta Porã, que foi capital do extinto Território Federal do mesmo nome (1943-1946). Antes de abordar o papel de Ponta Porã como Capital do Território Federal adentremos aos fatos históricos, que marcaram a fronteira nos anais da história nacional e que de sobremaneira contribuem à realização do objeto proposto na pesquisa.

Em meios a interesses políticos e conflitos de poderes, Ponta Porã ganhou o status de capital. Com a proclamação da república no final do século XIX até o ano de 1930 vigorava no Brasil a república velha que ficou conhecida pela oligarquia cafeeira por sua aliança entre São Paulo e Minas Gerais (política do Café com Leite), a elite cafeeira através de sua potência econômica e influência sócia política se revezava na presidência do Brasil.

Essa forma de centralização de poder ocorreu por fatores que na época a economia ser dependente do café, dando aos cafeeiros, poder de decisão, essa república foi marcada por ações como a reurbanização e saneamento do Rio de Janeiro então capital federal do Brasil, as imigrações de europeus, e japoneses por construções de estradas férreas, usinas hidrelétricas e redes telegráficas como também por revoltas e greves operárias podendo ser citadas entre as principais, revolta do contestado que foi um conflito armado entre a população cabocla e os representantes do poder estadual e federal brasileiro travado entre outubro de 1912 a agosto de 1916, numa região rica em erva-mate e madeira, disputada pelos estados brasileiros do Paraná e de Santa Catarina, a revolta da chibata que foi um motim de marinheiros brasileiros liderados por João Candido Felisberto, na ocasião rebelaram-se cerca de 2400 marinheiros contra a aplicação de castigos físicos a eles impostos (as faltas graves eram punidas com 25 chibatadas), ameaçando bombardear a cidade e Capital Federal Rio de Janeiro, esse fato ocorreu no período de 22 até 27 de novembro de 1910 o palco foi à baía de Guanabara.

Em 1931, Getúlio Vargas derruba a Constituição brasileira, reunindo enormes poderes no Brasil. No dia 9 de Julho 1932 a revolução explode pelo estado São Paulo, os paulistas contavam com apoio de tropas de diversos estados, como Rio de Janeiro, Minas e Rio Grande do Sul, mas Getúlio Vargas se articulou rapidamente e conseguiu reter esta aliança, isolando São Paulo. Sem qualquer apoio, os flancos paulistas ficaram vulneráveis, e o plano de rápida conquista do Rio de Janeiro transformou-se em uma tentativa desesperada de defender o território estadual. Sem saída, o estado se rende em 28 de setembro, mesmo com a vitória militar, Getúlio Vargas atende alguns pedidos dos republicanos e aprova a Constituição de 1934. Getúlio Vargas convoca a Assembleia em 1933, que, em 16 de Julho de 1934, promulga a nova Constituição, trazendo novidades como o voto secreto, o ensino primário obrigatório, o voto feminino e diversas leis trabalhistas, marcou seu governo.

A nova constituição estabeleceu também que, após sua promulgação, o primeiro presidente seria eleito de forma indireta pelos membros da Assembleia Constituinte. Getúlio Vargas saiu vitorioso. Por situações politicas e temeroso de sofrer um golpe interno em seu governo, em 1937, Getúlio Vargas derruba a Constituição 1934 e declara o Estado Novo. A constituição de 1937, que criou o “Estado Novo” getulista, tinha caráter centralizador e autoritário. Ela suprimiu a liberdade partidária, a independência entre os três poderes e o próprio federalismo existente no país, Vargas fechou o Congresso Nacional e criou o Tribunal de Segurança Nacional. Os prefeitos passaram a ser nomeados pelos governadores assim evitariam transtornos e manteriam sempre o seu poder de decisão em seus municípios, e os governadores, esses por sua vez, eram nomeados pelo presidente. Foi criado o DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda), com o intuito de projetar Getúlio Vargas como o “Pai dos Pobres” e o “Salvador da Pátria”, como também vetar qualquer propaganda a ser vinculada contra o presidente.

Ponta Porã município fronteiriço, apelidado de “Princesinha dos Ervais”, ganha o status de Capital Federal, pois seria criado o Território de Ponta Porã, um Território Federal brasileiro, em 13 de setembro de 1943, conforme o Decreto-lei n.° 5 812, do governo de Getúlio Vargas.  Segundo Pinto (2017) isso se deu basicamente com a entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial o governo então decide desmembrar seis territórios estratégicos de fronteira, segundo levantamentos realizados por órgãos de inteligência internos do país para administrá-los diretamente, de maneira a melhorar e proteger a faixa de fronteira evitando eventuais ataques e invasões foram criadas os territórios do: Amapá, Rio Branco, Guaporé, Ponta Porã, Iguaçu e o arquipélago de Fernando de Noronha. O Decreto-lei n.° 5 812, que criou o Território Federal de Ponta Porã, estabeleceu que o mesmo fosse formado pelo município de Ponta Porã (onde foi instalada a capital) e mais seis outros sendo eles: Porto Murtinho, Bela Vista, Dourados, Miranda, Nioaque e Maracaju. Com articulações políticas a capital foi transferida para Maracaju em 31 de maio de 1944 (Decreto-lei n.° 6 550), e novamente voltando a Ponta Porã em virtude de Decreto de17 de junho de 1946, nesse período articulações e interesses políticos fizeram com que prevalece se a força da fronteira. O território foi extinto em 18 de setembro de 1946 pela Constituição de 1946, e reincorporado ao então estado de Mato Grosso. Atualmente a área do antigo território de Ponta Porã região de fronteira que faz divisa com a cidade de (Pedro Juan Caballero Capital do Departamento de Amambay situada país vizinho Paraguay), faz parte do estado de Mato Grosso do Sul, vale ressaltar que seu governador durante os três anos de existência do Território de Ponta Porã foi o militar Coronel Ramiro Noronha.

Anterior à nomeação do Coronel Ramiro Noronha o engenheiro militar José Guiomard dos Santos, foi procurador do Território de Ponta Porã antes de se filiar ao PSD e posteriormente Governador do Território Federal do Acre, durante a presidência de Eurico Gaspar Dutra, renunciou ao cargo para entrar na política elegendo-se deputado federal em 1950, 1954 e 1958. O que pode ter ocorrido é que historicamente se indicava muitos amigos políticos sem decretos oficiais, oficialmente através de decreto consta o militar Ramiro Noronha e José Guimard dos Santos procurador, para época ficaria em segundo no comando uma espécie de Vice Governador. Os fatos políticos da criação do território de Ponta Porã se deram estrategicamente neste período histórico nacional, para desarticular os ativistas que na época lutavam para divisão do estado de Mato Grosso e a criação do “Estado de Maracaju e a Capital a cidade de Campo Grande” em pesquisas realizadas, oficialmente aparece sempre o militar Ramiro Noronha como governador desde a criação do Território Federal de Ponta Porã.

Lima (1985, p.38) descreve o tenente Antônio João Ribeiro como digno filho do norte de Mato Grosso, exemplo de bravura e de amor ao dever e à honra do militar. O seu valor de patriota se patenteou quando comandante da Colônia Militar de Dourados, posto avançado do Exército Imperial durante a Guerra do Paraguai, Composto de um tenente e de dezoito soldados.

Identificando a historicidade sociocultural de Ponta Porã, observa-se um seguimento contextual semelhante onde Hansen (1938) realizou estudos despertados, através do interesse de americanos na cultura e na história de seus antepassados, especialmente nas diversas gerações dos imigrantes originais. Foi um dos a teorizar sobre o ressurgimento geracional, explicando-lhe desta forma: o que o filho de imigrantes optou por esquecer, o neto deseja lembrar. Para muitos a solução tanto na necessidade para uma identidade territorial original e o desejo simultâneo de ser uma parte de uma comunidade era retornar à etnia de seus antepassados. No entanto, a etnia que voltaram a tomar uma nova forma, a “etnia simbólica”, que ofereceu aos indivíduos à oportunidade de escolher os aspectos mais atraentes da cultura imigrante a música, a dança, e os alimentos sem sofrer o ostracismo do estranho e os obstáculos constantes da linguagem. Foi um período de busca de raízes e formação de novas identidades territoriais e étnicas, que poderia fornecer o melhor de ambos os mundos (GANS 1979, p. 1).

O estudo da cultura, em razão de suas vastas definições, deve ser vista, como aduzido por Aparici e Marí (2003, p. 34), “não apenas como um conjunto de arte, nem de livros, nem tampouco um conjunto de objetos materiais carregados com sinais e símbolos. A cultura é apresentada como processos sociais. E parte dela dá dificuldade para falar, deriva de que a sociedade é produzida, circulada e consumida. Não é algo que apresenta sempre da mesma maneira”.

Para fomentar a utilização das potencialidades identificadas através de um mapeamento dos pontos históricos da cidade de Ponta Porã, e essencial que os espaços culturais de valorização do patrimônio como, por exemplo, os museus. Esses espaços podem exercer papel relevante com relação ao aprendizado e divulgação, pois podem fazer uma ligação da cultura com processos de formação histórica de sociedades, da evolução da arte, bem como da demonstração de diversos temas que possuem alguma relação com a vida, seu desenvolvimento, entre outros aspectos da cidade.

Bitter (2010) mostra que Instituições de pesquisa, como universidades, podem contribuir de forma significativa para a criação, manutenção e movimento dos preceitos teóricos de que os museus e centros culturais tratam.

Os museus e centros de cultura conquistam uma posição de destaque no cenário político e cultural, pois são espaços relacionados com a criação, a comunicação e a produção de conhecimentos. Além disso, promovem a cidadania e a autoestima da população residente, além de auxiliar na promoção do desenvolvimento local por meio do incentivo aos diversos sistemas produtivos através do sistema turístico histórico-cultural. Borges, Campos e Rangel (2012) ao consultarem o Cadastro Nacional de Museus (CNM), em pesquisa sobre museologia, constataram que atualmente, existem no Brasil mais de 3.000 instituições de diferentes tipologias: arqueologia, história, etnografia, ciência e tecnologia, belas artes, biográficos, museus de sítio, ecomuseus, sendo esse número crescente em virtude da importância desses espaços para a educação e o lazer.

Abordando a importância desses espaços Gonçalves da Costa (Iphan 2012) salienta que os museus e monumentos fazem parte da sociedade civil e possuem poder de produzir códigos e valores culturais o que fazem deles parte integrante do processo de promoção das identidades e da cidadania.

Nesse sentido, buscou-se localizar locais com referencial histórico, identificados com potencialidade turística cultural na cidade de Ponta Porã MS, a exemplo dos seguintes:

Prédio do Castelinho (Sede do Território Federal) de Ponta Porã MS : Obra realizada e doada pela Companhia Mate Larangeiras 1926, através de um contrato de pacotes, que foi realizado na gestão de Heitor Mendes Gonçalves em conjunto com o governo do Estado neste período histórico, para ser utilizado pelo quartel do Corpo Militar de Polícia, antigo nome da Polícia Militar, por utilizar cavalos para as patrulhas, levava inscrito no frontão superior do prédio “Quartel do 1º Regimento de Cavalaria”.

Prédio do 11º RC MEC – Regimento de Cavalaria Mecanizada : O Pavilhão de comando do 11º RC I foi construído em 1941, mas sua criação na fronteira data de 1919, quando é criado em Ponta Porã o 11º RC I (Regimento de Cavalaria) e instalado em 1920 para ser o guardião da fronteira, sendo seu primeiro Comandante o Capitão Hipólito Paes Campos.

Prédio antigo da Ferroviária de Ponta Porã – MS : Na década de 1950 foi construído o Ramal de Ponta Porã, bifurcando-se da linha-tronco na estação de Indubrasil, no município de Campo Grande. “A inauguração se deu em três etapas: primeiramente até Maracaju (1944), depois até Itaum no município de Dourados (1949), e finalmente até Ponta Porã (1953), divisa com o Paraguai”.

Museu da Erva Mate: Inaugurado em 13 de junho de 1997, idealizado por José Benitez Cardenas ou (toté Benitez como era conhecido na fronteira, que por longos anos trabalhou na produção e extração de erva mate). O museu tem como objetivo principal mostrar o ciclo da erva mate na região fronteiriça, com fotos de época, objetos antigos e acervo bibliográfico.

Marco Grande: A fronteira do Brasil com o Paraguai, delimitada pelo Tratado de 1872 e pelo Tratado Complementar de 1927 (não modificados pelo Tratado de Itaipu de 1973), tem extensão de 1.365,4 km e está perfeitamente demarcada. Os trabalhos de caracterização, quase concluídos estão a cargo da ”Comissão Mista de Limites e de Caracterização da Fronteira Brasil Paraguai” (criada em 1930), que já implantou 910 marcos, em sua extensão total, a linha-limite percorre 928,5 km por rios e 436,9 km por divisor de águas. O marco Grande se localiza na entrada norte da cidade.

Prédio da MATEX Associação das Empresas Ervateiras: Federação das Cooperativas de Produtores de Mate, fundada em 1942 que reunia quatro grandes cooperativas sendo elas; União de Amambai, Guaíra de Iguatemi, Dourados e Ponta Porã.

Prédio antigo da Prefeitura (atual casa dos conselhos): sede da prefeitura velha se localiza na Avenida Brasil e Travessa com a rua Baltasar Saldanha. O prédio foi uma das obras da Cia. Mate Larangeira, esses empreendimentos iniciaram em 1926 através de um contrato de pacotes, foi realizado na gestão de Heitor Mendes Gonçalves em conjunto com o governo do Estado neste período histórico.

Prédio antigo do Ministério do Trabalho: Sua localização Avenida Brasil área central da cidade de Ponta Porã, foi uma das várias obras da Cia. Mate Larangeira, esses empreendimentos iniciaram em 1926 através de um contrato de pacotes, realizado na gestão de Heitor Mendes Gonçalves em conjunto com o governo do Estado neste período histórico.

 

  1. Metodologia

Para a realização dos objetivos da pesquisa, utilizou-se a análise de doutrina especializada à temática proposta e questionário ao público local e flutuante do município de Ponta Porã, em um viés de interpretação quali-quantitativa descritiva.

Para a coleta direta dos dados, utilizou-se de questionário contendo quesitos de respostas fechadas (com escalas nominais e intervalares), quanto ao conhecimento e interesses nos pontos e aspectos de turismo histórico cultural da cidade de Ponta Porã – MS. Participaram da enquete 168 pessoas, que apresentaram suas respostas nas mídias eletrônicas e questionário impresso, mediante a abordagem em local público.

Destacamos que, para atingirmos um maior número de respondentes e, também, diversificar o público participante, a etapa de coleta de dados foi distribuída, também, mídias e redes sociais, utilizando-se de grupos e páginas do facebook, whatsapp, docs.google.com/forms google, além dos questionários em mídia impressas.

Os dados colhidos foram utilizados para nortear a elaboração de um roteiro turístico histórico cultural para o município de Ponta Porã MS.

Os resultados alcançados com a pesquisa e, mais especificamente, com relação aos questionários, foram traduzidos em gráficos e percentuais, para melhor compreensão da escolha dos pontos de referencia histórico da cidade de Ponta Porã – MS, passíveis, de ser utilizado na fomentação de passeio turístico cultural, abordando a historiografia da cidade, como a divulgação de fatos históricos que contribuíram para formação da região de fronteira, com potencial ainda não explorado, assim evitando a perda de sua identidade territorial.

 

  1. Resultados

 

Quesito 01: Conhece estes pontos históricos de Ponta Porã?

De todos os participantes: 26.22% votaram na opção 01 da enquete, 23.17% votaram na opção 02 da enquete, 14.63% votaram na opção 03 da enquete, 12.19% votaram na opção 04 da enquete, 9.14% votaram na opção 05 da enquete, 8.53% votaram na opção 06 da enquete, 4.26% votaram na opção 07 da enquete e 1.82% votaram na opção 08 da enquete.

 

Figura – 1: demonstrativo referente ao questionamento do conhecimento dos pontos histórico da cidade de Ponta Porã – MS

 

 

Gráfico da figura 1. Fonte: Elaborado pelos Autores.

Os dados obtidos quanto ao conhecimento dos pontos turísticos de Ponta Porã, levam à conclusão de que há necessidade de uma maior difusão do valor histórico cultural do município, com a necessidade de difusão dos pontos e fatos históricos ao público.

 

Quesito 02: Quais destes Pontos históricos de Ponta Porã você incluiria em um passeio turístico?

De todos os participantes: 12,80% votaram na opção 01 da enquete, 29,27% votaram na opção 02 da enquete, 21,34% votaram na opção 03 da enquete, 18,29% votaram na opção 04 da enquete, 4,88% votaram na opção 05 da enquete, 3,05% votaram na opção 06 da enquete, 6,10% votaram na opção 07 da enquete e 4,27% optaram na questão 08 da enquete.

 

Figura – 2: demonstrativo de pontos históricos possíveis para serem inclusos em um roteiro turístico cultural na cidade de Ponta Porã – MS.

 

Gráfico da figura 2. Fonte: Elaborado pelos Autores

Os dados obtidos aclaram a vontade popular e, também, o acatamento da necessidade de implantação de um projeto turístico histórico cultural para a cidade de Ponta Porã. Especificamente com a elaboração de um roteiro de visitação turístico histórico, voltado às pessoas residentes e as que visitarem a cidade, com a inclusão de diversos pontos locais disponíveis para exploração turística.

Quesito 03: Você sendo visitante turista ou não, se existir um roteiro turístico, histórico cultural, para visitação em Ponta Porã, você permaneceria mais tempo na cidade? De uma pontuação de (01) um a cinco (05), sendo: Um (01) para indiferente, dois (02) para não permaneceria, três (03) para talvez permanecesse, quatro (04) para permaneceria um dia e cinco (05) para permaneceria mais dias. De todos os participantes: 34,70% escolheram a opção 01 da enquete, 29,20% escolheram a opção 02 da enquete, 20,10% escolheram a opção 03 da enquete, 9,10% escolheram a opção 04 da enquete e 6,70% escolheram a opção 05 da enquete.

 

Figura – 3: demonstrativo de permanência, para visitação de pontos históricos culturais na cidade de Ponta Porã – MS.

Gráfico da figura 3. Fonte: Elaborado pelos Autores.

 

Quesito 04: Qual a idade dos participantes da enquete?

De todos os participantes: 26,20% têm entre 18 anos e 30 anos de idade, 45,10% têm entre 31 anos e 50 anos de idade e 28,60% têm acima de 51 anos de idade, demonstrando que o publico intermediário tem maior interesse em permanecer, caso exista pontos para visitação histórica cultural.

 

Figura – 4: demonstrativo da idade dos respondentes da enquete, sobre o conhecimento de pontos históricos possíveis para serem incluídos em um roteiro turístico cultural na cidade de Ponta Porã – MS.

Gráfico da figura 4.  Fonte: Elaborado pelos Autores.

Quesito 05: Nível escolar dos participantes da enquete:

De todos os participantes: 52.40% têm alguma formação de nível superior, 37.10% dos entrevistados se consideram estudante e 10.30% não estudam ou se consideram sem

Formação, demonstrando que o publico na fixa intermediaria de 31 a 50 anos que possui formação tem alguma informação ou  interesse em conhecer os ponto históricos.

Figura – 5: demonstrativo da formação dos respondentes da enquete, sobre o conhecimento de pontos históricos possíveis para serem inclusos em um roteiro turístico cultural na cidade de Ponta Porã – MS.

 

Gráfico da figura 5.  Fonte: Elaborado pelos Autores.

Os dados obtidos aclaram a vontade popular e, também, o acatamento da necessidade de implantação de um projeto turístico histórico cultural para a cidade de Ponta Porã. Especificamente com a elaboração de um roteiro de visitação turístico histórico, voltado às pessoas residentes e as que visitarem a cidade, com a inclusão de diversos pontos locais. Pois, além da difusão da cultura local, também estará se fortalecendo o valor turístico e histórico local, com vistas a, até mesmo, reforçar a economia local.

 

  1. Conclusão

 

Após a realização da pesquisa, considera-se que os pontos históricos mapeados na cidade de Ponta Porã desperta o interesse do público, na questão de conhecer mais profundamente a identidade cultural regional, identificar os principais tópicos dentro da historiografia relacionados a cada ponto, pois é parte integrante dentro da formação e no desenvolvimento da região de fronteira, favorecendo a divulgação da história e da cultura local.

O projeto mapeamento e identificação dos pontos históricos culturais da região de Ponta Porã, para a criação de um roteiro de visitação turística, têm como finalidade auxiliar na construção de um roteiro de visitação ao turismo local destes pontos culturais, que venha proporcionar conhecimento da historicidade local, mas por ser inexistente esta potencialidade do turismo histórico, passa por um problema sério da preservação da memória indenitária e monumental pelo poder público, na atualidade existem prédios de suma importância, não somente para memória histórica de Ponta Porã, mas para a história do Brasil, estes estão deteriorados devido à intensa ação do tempo e principalmente por não ter a divida manutenção.

A proposta para solução deste problema de preservação histórica seria iniciar ações efetivas de preservação e proteção destes patrimônios histórico-culturais. Um ponto importante que chama atenção esta relacionada sobre a divulgação destes pontos, inexistentes na atualidade.  Seria essencial para conscientizar a população local e flutuante da existência e importância do valor imaterial e material para manter a identidade territorial, pois a população fronteiriça desconhece na sua maioria a existência destes monumentos, e quando conhecem a sua localidade física, desconhecem a sua história, na visão analítica popular local, cada prédio é algo antigo ultrapassado, sem uso na sua maioria, fato que não condiz com a verdade, pois muitos ainda vêm sendo utilizados.

Outra observação a ser feita é sobre como proteger o patrimônio histórico a princípio na divulgação dos mesmos e sua historiografia, uma grande mobilização coletiva entre entidades públicas e privadas, para que ações propostas realmente se efetivem, utilizando da tecnologia para a sua divulgação e conhecimento de todos, para alcançar um número expressivo de pessoas envolvidas na preservação e na divulgação dos pontos históricos.

A valorização do patrimônio histórico-cultural para preservação da identidade territorial é muito importante por fazer parte da formação da região, buscando estimular a partir das unidades educacionais, e subsequentemente envolvendo as associações de comerciários, o poder público o setor hoteleiro.

Os resultados esperados se concentram em uma melhoria da qualidade de vida da população local de Ponta Porã MS, advinda do aumento da renda que será gerado pela exploração organizada da atividade turística histórico-cultural, bem como um aumento na oferta do destino, proporcionando aos visitantes mais uma opção dentro de um roteiro organizado com atrativos históricos e culturais, o que possivelmente irá ocasionar um efeito multiplicador em todos os setores tanto no público como no privado do município, que estão direta ou indiretamente ligados à atividade turística, pois um roteiro que abrange um dia inteiro ou mais dias de visitações, implicará em mais dias de estadia dos turistas, favorecendo não apenas os hoteleiros, como também aos comerciantes ligados a gastronomia e entretenimentos, histórico-cultural e educacional.

 

 

 

 

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[1] Professor mestrando (PPGDRS/UEMS), yhuldsbueno@gmail.com

[2] Advogado mestrando (PPGDRS/UEMS), vvbadvocacia@gmail.com

[3] Economista mestranda (PPGDRS/UEMS), natalia_economia2014@hotmail.com

[4] Administrador Doutor Docente (PPGDRS/UEMS), m.centenaro@uems.br

 

Pesquisador: Prof. Yhulds Giovani Bueno. Pós Graduado em Ensino de História e Geografia. UNIVALE Fac. Integradas do Vale do Ivaí. yhuldsbueno@gmail.com
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