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Governo Bolsonaro foi criticado por deputados de diversos partidos

Alta de combustíveis e falta de gestão da União são alvos de críticas na tribuna

Fonte: ALEMS

A sessão ordinária desta terça-feira (26), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), foi marcada pelo questionamento das políticas de governo da presidência de Jair Bolsonaro (sem partido). “Hoje tem mais um reajuste do combustível, gasolina e diesel. 19 milhões de pessoas estão na miséria. A fome avança. Não tem osso e pé de galinha para todo mundo. É uma catástrofe que estamos vivendo, como não vamos discutir isso? Essa é função do Parlamento e aqui é o espaço ideal de reflexão”, disse o deputado Amarildo Cruz (PT), quem iniciou o tema na tribuna.

De acordo com o deputado há uma transferência desleal de recursos com a atual política econômica dos combustíveis, priorizando acionistas e prejudicando a maior parte da população. “O custo de vida tem aumentado significativamente nesse ‘desgoverno’, pois todos os indicadores sociais mostram a tragédia que está acontecendo. Existe uma prioridade dos grandes acionistas em detrimento do povo brasileiro. A cena das pessoas revirando lixo, correndo atrás de osso não incomoda as autoridades. Até que ponto vamos assistir inerte? O desastre é tão grande. A Constituição foi feita para não acontecer o que está acontecendo”, destacou Amarildo Cruz.

O parlamentar questionou a falta de estabilidade política e relembrou que em governos anteriores, em que também foi oposição, os temas de debates eram projetos, ao contrário do cenário atual. “Hoje temos que combater fake news de um governo que não tem proposta, tem apenas contrariedade à cultura, à ciência, à vacina. Falta sensibilidade. Antes tínhamos projetos para discutir. Economia em alto nível. Hoje você tem que discutir miséria. Estamos empobrecendo até o debate. Não tem dinheiro para habitação. Só em Campo Grande hoje tem 38 favelas”, lamentou.

O deputado Eduardo Rocha (MDB) concordou e questionou o chamado ‘orçamento secreto’, denunciado pela imprensa nacional. “Foi criado um orçamento secreto de R$ 30 bilhões e ainda querem aprovar projeto para prorrogar o pagamento dos precatórios. A pessoa tem uma ação contra a União, ganha em todas as instâncias e aí vai para fila ser pago pelo governo, esses são os precatórios. Até hoje todos os presidentes pagaram as pessoas dessa fila. Agora querem dar o calote nos precatórios, ficar mais tempo com o dinheiro. Por que não pegam esses 30 bilhões, supostamente dado aos deputados federais e senadores e pagam os precatórios? Quem tem orçamento secreto é porque quer fazer farra com o dinheiro público”, criticou.

Também em fala na tribuna, o deputado Pedro Kemp (PT) questionou o esvaziamento do funcionalismo público e a precariedade das políticas de governo. “Além disso, vem o presidente que em uma pandemia incentiva a aglomeração, a não usar a máscara e ainda coloca em dúvida a eficácia das vacinas, quando divulga uma mentira deslavada de que a vacina desenvolve AIDS nas pessoas. É uma vergonha saber que o nosso presidente foi derrubado das plataformas da internet pela irresponsabilidade de divulgar uma mentira desse tamanho. Ele devia ser preso, pois ele está matando pessoas com as atitudes dele”, indignou-se.

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