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Olaf Scholz se reúne com líderes dos dois países e garante respaldo de Berlim, em meio a ameaças da Rússia

Alemanha apoia adesão de Suécia e Finlândia à Otan

Fonte: Reuters

A Alemanha apoiará a admissão da Finlândia e da Suéciana Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), caso esses países enviem um pedido de adesão à aliança militar.

O chanceler federal alemão, Olaf Scholz, confirmou o respaldo de seu país em uma reunião nesta terça-feira (03/05) com as primeiras-ministras da Finlândia, Sanna Marin, e da Suécia, Magdalena Andersson.

O encontro ocorreu paralelamente a uma reunião do gabinete do governo alemão no castelo de Meseberg, próximo a Berlim.

“Está claro que, se esses dois países decidirem que desejam se tornar parte da Otan, podem contar com nosso apoio”, assegurou Scholz, acrescentando que a Alemanha apoia ambas as nações de modo geral, independentemente de sua entrada ou não na aliança.

Após a invasão russa na Ucrânia, as duas nações escandinavas passaram a considerar deixar de lado a neutralidade e ingressar na Otan, em razão de sua proximidade geográfica com a Rússia e em meio a temores de que Moscou possa promover uma expansão do conflito para outras regiões da Europa.

O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, garantiu a rapidez do processo de adesão desses dois países, caso eles entrem com o pedido.

A Finlândia estaria próxima de formalizar o pedido de adesão. A decisão final deve ser tomada no dia 12 de maio. Em Meseberg, Marin afirmou que as sanções à Rússia impostas pela União Europeia (UE) devem ser reforçadas.

“A liderança alemã agora é mais importante do que nunca”, ressaltou a premiê finlandesa.

Por sua vez, Andersson anunciou que a Suécia deve, tão logo quanto possível, aumentar seu orçamento na área da defesa para 2% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, conforme a meta exigida aos países-membros da Otan.

Scholz acusa Putin de “imperialismo”

Scholz acusou Moscou de romper com o princípio fundamental de não alterar as fronteiras internacionais com o uso da força.

“Ninguém, portanto, pode presumir que o presidente russo [Vladimir Putin] e seu governo não vão violar outras leis internacionais através da violência”, afirmou.

O chanceler disse que que a Alemanha também deve aumentar permanentemente para 2% de seu PIB os gastos com a defesa.

“A política de Putin é imperialista. Ele olha para os vizinhos da Rússia como se fossem o seu quintal; ele quer expandir seu território e lançar mão da força para redesenhar fronteiras”, afirmou, em entrevista à revista alemã Stern.

Scholz, porém, desmentiu que Putin tenha ameaçado a Alemanha com um ataque nuclear durante um telefonema entre ambos. “Isso é absurdo”, afirmou.

O chanceler, entretanto, admitiu que a Rússia é, de fato, uma potência nuclear, e que as ameaças de Moscou devem ser levadas a sério. “É nosso dever impedir que essas armas sejam utilizadas”, ressaltou.

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