CONTATO
EXPEDIENTE
Corrupção

Além de ligações, PF conclui que houve repasse de Polaco para governador e familiares

COMPARTILHE AGORA MESMO!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no facebook
Compartilhar no telegram
Compartilhar no twitter
Compartilhar no skype
Fonte: Por EDIVALDO BITENCOURT, de O Jacaré

O corretor de gado José Ricardo Guitti Guímaro, o Polaco, teve participação determinante na lavagem do dinheiro da suposta organização criminosa comandada por Reinaldo Azambuja (PSDB). Quebra do sigilo telefônico revelou ligações dele para o tucano e o filho, o advogado Rodrigo Souza e Silva. Além disso, a Polícia Federal concluiu que houve repasse do dinheiro para o governador e seus familiares.

Polaco foi protagonista de escândalo nacional quando o Fantástico, da TV Globo, veiculou reportagem sobre o suposto pagamento de propina em troca de incentivos fiscais. O programa exibiu vídeo em que ele recebia R$ 30 mil do empresário José Alberto Berger, dono do curtume Braz Peli, em Campo Grande.

Agora, na conclusão do inquérito 1.190, da Operação Vostok, a PF revelou que o corretor de gado mantinha contato frequente com o governador. Somente no ano de 2015, de acordo com o delegado Leandro Alves Ribeiro, Polaco ligou 95 vezes para Rodrigo Souza e Silva. Ele também teria feito 48 ligações para o terminal telefônico de Reinaldo.

Em depoimento à Dicor (Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado) da PF, Rodrigo afirmou conhecer Polaco da campanha eleitoral e de churrasco promovido pela APAE. Em seguida, o herdeiro teria dito que não mantinha contato nem negócios com o polêmico corretor de gado.

De acordo com a PF, Polaco administrativa a conta da Buriti Comércio de Carnes que recebia os repasses da JBS. A empresa dos irmãos Joesley e Wesley Bastista teria repassado R$ 12,903 milhões por meio da corretora Carandá, de Guímaro. O empresário João Roberto Baird, o Bill Gates Pantaneiro, teria repassado mais R$ 556 mil.

No inquérito, o delegado afirmou que após o recebimento dos valores pagos pela JBS, por meio de notas fiscais ideologicamente falsas, Polaco fazia, no mesmo dia ou em dias próximos, movimentações sucessivas, dentre os quais pagamentos em benefícios do governador Reinaldo Azambuja e seus familiares.

O relatório final informa que houve repasse a mãe e ao irmão do tucano, respectivamente, Zulmira Azambuja Silva e Roberto de Oliveira Silva Júnior, e outros familiares, como Lenita Schmit, Gabriela de Azambuja Silva Miranda, Léo Renato Miranda e Dagoberto Pereira.

Também menciona os encontros após saques com o filho, Rodrigo Souza e Silva, e a secretária do governador, Cristiane Andréia de Carvalho dos Santos Barbosa. Análise da movimentação dos celulares reforçam as suspeitas que de Polaco se encontrou com ambos após os saques, que eram feitos logo após os repasses feitos pela JBS.

Reinaldo sempre negou qualquer relação com Polaco. A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça analisou o caso na véspera do segundo turno de 2018 e determinou o arquivamento da denúncia por não encontrar qualquer indício do envolvimento de Reinaldo com o suposto esquema de cobrança de propina de Polaco em troca de incentivos fiscais.

Berger chegou a prestar depoimento à Polícia Federal e mudou a versão de que teria pago propina para manter os incentivos fiscais do curtume. Na nova versão, ele informou que foi vítima de um golpe aplicado por Polaco.

O próprio corretor de gado inocentou o governador de qualquer envolvimento no esquema. O processo teria sido desmembrado para a investigação dos demais envolvidos, mas nunca mais se ouviu falar do caso na Polícia Federal em Mato Grosso do Sul.

Sobre a Operação Vostok, Reinaldo divulgou nota negando ter cometido os crime de corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

COMPARTILHE AGORA MESMO!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no facebook
Compartilhar no telegram
Compartilhar no twitter
Compartilhar no skype
LEIA TAMBÉM!!!